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Ferrari Califórnia, a macchina que fez uma revolução em Maranello.

1 de agosto de 2017 / 445 / Tudo sobre esportivos!
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A Ferrari Califórnia surgiu em 2008 como um novo conceito de carro feito pela mais tradicional fabricante de superesportivos do mundo, ela era o primeiro coupé-cabriolet da marca. Assim a Ferrari Califórnia entrou no seleto grupo de carros GT que também são conversíveis, tudo isso graças ao seu teto rígido retrátil. Para se ter uma ideia da força que o novo carro da casa do cavalinho rampante possuía, toda sua produção para os próximos dois anos já estava vendida.

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As saídas de ar laterais da Ferrari Califórnia remetem à sua predecessora

 

Se o conceito da Ferrari Califórnia foi uma novidade para todo o mundo, o nome Califórnia já havia sido utilizado anteriormente pela fabricante. Em 1957 eles lançaram a belíssima Ferrari 250 GT Califórnia, que vinha equipada com o icônico V12 de três litros. Apesar de serem conceitos distintos, a Ferrari Califórnia possui na grade dianteira e nas saídas de ar nas laterais, elementos que evocam sua antecessora.

 

As linhas elegantes da Ferrari Califórnia evidenciam um belo coupé.

 

Junto da nova proposta a Ferrari Califórnia trouxe elementos que até então nunca haviam sido utilizados em um carro da marca italiana, pelo menos não em um mesmo conjunto. O teto retrátil, uma das características mais marcantes do modelo. Feito em alumínio ele é 5Kg mais leve que o teto de lona da F430 Spider e demora 14 segundos para ser aberto, transformando a Ferrari Califórnia de um belíssimo coupé a um cabriolet de tirar o folego, e não importa se você está dentro da macchina ou apenas apreciando a bela obra de arte italiana do lado de fora.

 

O acabamento interno da Ferrari Califórnia deixa evidente a preocupação com luxo e conforto.

 

O porta-malas da Ferrari Califórnia é outro item que merece ser destacado, pois afinal estamos falando de um Gran Turismo um conceito que pode ser definido basicamente pelo ato de cruzar as estradas do mundo o mais rápido possível e com o maior conforto a bordo e lógico, levando as bagagens da viagem. Para cumprir essa função a Ferrari Califórnia conta com um porta-malas de 340 Litros quando configurado como um coupé e 240 Litros quando cabriolet.

 

Sob o belíssimo capô da Ferrari Califórnia está o seu vigoroso motor V8.

 

Falar de Ferrari é sinônimo de falar sobre velocidade, esportividade. Certa vez Enzo Ferrari disse “Meus carros são feitos para andar rápido, e o resto não importa”. Para cumprir os mandamentos de seu fundador, a Ferrari Califórnia  foi concebida com um motor V8 de 460 cv e 49,6 kgfm de torque capazes de levar a macchina a velocidade máxima de 310km/h e fazer de 0-100km/h em apenas 4,0 segundos. O mais surpreendente é como a Ferrari Califórnia alcança com extrema facilidade a marca dos 290 km/h.

 

  •  CONFIRA ABAIXO O VÍDEO DESSA MACCHINA MARAVILHOSA

Detalhe para o Paddle Shift do sistema F1 Trac da Ferrari Califórnia

 

Outro grande feito da Ferrari Califórnia é ser o primeiro Gran Turismo da marca italiana equipada com um motor V8 central na parte dianteira. Essa disposição era quase exclusividade dos motores V12 fabricados em Maranello.  O motor V8 da Ferrari Califórnia ainda possui injeção direta de gasolina e está acoplado ao câmbio automatizado de sete velocidades com dupla embreagem e programação de controle de estabilidade nomeado F1-Trac.

Se a instalação de um motor V8 pode ter incomodado os puristas mais nostálgicos a Ferrari Califórnia conta com um grande argumento a seu favor para ser respeitada pelos mesmos. Ela foi a última Ferrari a contar com a opção do cambio manual.

 

Vettel escolheu uma Ferrari Califórnia para dar pistas de qual equipe iria integrar.

 

Um fato interessante que teve a Ferrari Califórnia como uma das protagonistas foi à ida de Sebastien Vettel para a Scuderia Ferrari de F1. O ano era 2014, Vettel ainda estava na Red Bull e por contrato deveria utilizar modelos Infinity quando estivesse em suas atividades cotidianas. No meio da temporada para delírio da imprensa Sebastien apareceu guiando uma Ferrari Califórnia novinha que ele havia comprado, mas a finalidade era presentear o pai. Bastou isso para o jornal italiano Gazzetta publicar a manchete “Um sinal do futuro em Maranello? Quem sabe!”.  Vettel sempre deixou bem claro o quanto admirava e idolatrava Michael Schumacher e seu gesto foi visto como uma releitura de algo que Schumi fizera no passado. Em 1995 o ainda bi-campeão mundial foi visto passeando por Mônaco a bordo de uma F355.

 

Apreciando essas linhas é fácil entender o motivo de Vettel ter escolhido a Ferrari Califórnia.

 

 

O futuro encarregou de dar a resposta. Sim, o gesto de Vettel era uma releitura e também uma homenagem singela de um fã para o seu maior ídolo. Ao invés da F355 Sebastien escolheu uma Ferrari Califórnia para dar pistas sobre qual carro guiaria na Formula 1.

Uma curiosidade sobre a Ferrari Califórnia que Vettel comprou era a sua placa HP N1. HP é uma referência a sua cidade natal Heppenheim, já o N1 é relacionado ao seu pai Nobert, a pessoal a qual é de fato proprietária do carro.

FICHA TÉCNICA – Ferrari Califórnia V8 4.3

Motor: Oito cilindros em “V” 4.297 cm³, oito cilindros em “V”. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto seqüencial.

Transmissão: Câmbio automatizado de sete velocidades com tração traseira.

Potência: 460 cv a 7.750 rpm.

Torque: 49,4 kgfm a 5 mil rpm.

Diâmetro e curso: 94,0 mm x 77,3 mm.

Taxa de compressão: 12,20:1.

Suspensão:
Dianteira independente com braços duplos sobrepostos.
Traseira independente com braços múltiplos.

Freios: Discos de cerâmica-carbono na frente e atrás com ABS, EBD e assistente de emergência.

Carroceria: Cupê-cabriolet com duas portas e quatro lugares.

Dimensões:
 4,56 m de comprimento
1,90 m de largura
1,30 m de altura
2,67 m de entre-eixos.

Peso: 1.660 kg.

Porta-malas:
340 litros com a capota rígida.
240 litros com a capota recolhida.

Tanque: 78 litros.

Preço deste exemplar na AvantGarde Motors: R$ 959.000

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