AvantGarde > Acontece > Tudo sobre esportivos! > PORSCHE, UMA HISTÓRIA DE CORRIDAS – PARTE 5

PORSCHE, UMA HISTÓRIA DE CORRIDAS – PARTE 5

21 de novembro de 2017 / 7 / Tudo sobre esportivos!
Facebook It
Tweet It
Pinterest It
Google Plus It

Asfalto, terra, lama e gelo, nada parava a Porsche. A marca assumiu o domínio do esporte a motor nos anos 80. Uma década onde Stuttgart esteve presente em todos os tipos de corridas de carros, sagrando-se campeões em praticamente tudo.


Veja também:

PORSCHE, UMA HISTÓRIA DE CORRIDAS – PARTE 4

PORSCHE, UMA HISTÓRIA DE CORRIDAS – PARTE 3

PORSCHE, UMA HISTÓRIA DE CORRIDAS – PARTE 2

PORSCHE, UMA HISTÓRIA DE CORRIDAS – PARTE 1

Porsche 956 e a manutenção da hegemonia do Sportscars

Com as mudanças de nome do grupo 5 para grupo B do Sportscars Championship, a Porsche apresenta o Porsche 956. Stuttgart obteve com o Porsche 935 o campeonato de pilotos em 1981, mas perdeu o de construtores para a Lancia. O Porsche 956 veio para fincar a bandeira no campeonato que os alemães dominaram quase a década inteira. O chassi monocoque em colmeia de alumínio se tornou então a base dos Porsche de competição. Aliado à carroceria em fibra de carbono, dava ao carro a leveza dos 800kg. Peso fácil de empurrar a 362 km/h pelo motor 2.65L advindo do Porsche 936, agora com 635 cv. O então campeão de Le Mans, Jack Ickk ganhou o primeiro titulo Sportscars do 956 em 1982, o carro ajudou a Porsche a manter a taça de construtores até 1986.  Trazendo novidades que mudariam a indústria automobilística, foi um dos primeiros a testar o câmbio PDK. O sistema de injeção eletrônica de combustível e ignição produzido pela Bosch para o 962. O Motronic aposentou os carburadores no mundo alguns anos depois.

O Porsche 956 consagrou a Porsche nos anos 80

A parceria com a TAG para voltar a vencer na Fórmula 1

Após duas décadas fora do principal circo mundial da velocidade, em 1983 a Porsche se une à holandesa TAG Heuer e equipa a McLaren. Por requisitos aerodinâmicos dos carro, o projetista chefe da McLaren, John Barnard, especificou um espaço que não acomodaria o tradicional motor boxer da Porsche.  Foi então desenvolvido um motor 1.5 V6 a 90º Turbo refrigerado a água.  A Porsche temia que seus motores falhassem e dessem publicidade negativa. Para competir com investimentos astronômicos dos concorrentes e os Powertrains receberam a marca TAG e o chato “Made by Porsche”. O medo da Porsche não se confirmou e já que após algumas corridas, o carro começou a aparecer como TAG-Porsche-Powered. A McLarenganhou os campeonatos de construtores de 1984 e 1985 e de pilotos em 1984 (Niki Lauda), 1985 e 1986(Alain Prost).

As caras solicitações da F1

Os motores TAG-Porsche não eram os mais potentes da Fórmula 1, não conseguiam manter um turbo-boost maior como os concorrentes BMW, Renault, Ferrari e Honda. A falta de potência extra  mesmo assim isso não impediu todo o indiscutível sucesso. Os pilotos da McLaren (Lauda, ​​Prost, Keke Rosberg e Stefan Johansson) pediram insistentemente o desenvolvimento de um motor especial de classificação como os seus rivais. Pedido que foi negado pelo dono da marca TAG-Porsche , Mansour Ojjeh. Ele criticou devido aos custos adicionais envolvidos. Os argumentos usados eram que os motores de corrida já tinham o mesmo poder e melhor economia de combustível do que todos os Honda. Assim, os motores de qualificação nunca foram construídos. A falta de potência não impediu a McLaren de reivindicar 7 posições de pole (6 para Prost, 1 para Rosberg) e 21 largadas da primeira fila.  A parceria da Porsche com a TAG/ McLaren acabaria em 198. Após perder o título para a Willians-Honda e também a McLaren para os Japoneses.

Com a parceria com a TAG, a Porsche obteve os campeonatos de Fórmula 1 de 1984, 1985 e 1986.

Porsche 953, a surpresa do Rally Paris-Dakar

Um Porsche é algo que as pessoas não esperavam no rally mais difícil do mundo. Um carro esporte, campeão das pistas, ganhando dos grandalhões 4×4. Também chamado de Porsche 911 4×4, o Porsche 953 foi uma variante extremamente reforçada do ícone da Porsche. A suspensão com reforços especiais e o motor flat-6 3.2L turbo com 300 cv fizeram a carroceria em fibra de carbono. O monocoque era em colmeia de alumínio e atravessou o Saara. Uma grande vantagem sobre os concorrentes foi o motor refrigerado a ar, que não corria riscos de quebra nem de falta de fluido. O Porsche 953 foi produzido para o rally de 1984, chegou, venceu e se retirou. Substituído pelo Porsche 959, a curta mas vencedora história do coupé esportivo  que conquistou o deserto.

O Porsche 953 foi uma variante do Porsche 911 que dominou o rally Paris-Dakar de 1984.

Porsche 959 e o bicampeonato no Paris-Dakar

Preocupados por quanto tempo duraria a fórmula do Porsche 911, a diretoria deu sinal verde para um novo projeto. A decisão primária era investir em um carro confiável e eficiente com tração nas 4 rodas. Iniciando em 1981 o desenvolvimento de um carro que aplicaria o melhor que a engenharia Porsche tinha em mãos na época, o Porsche 959. Visando o Grupo B da FIA, foi colocado um motor 2.85 L flat-6 com dois turbos sequenciais que produzia perto de 450cv. A carroceria usava os novos materiais Kevlar e assoalho de Nomex. Experiências bem sucedidas na aerodinâmica foram aplicados para levar o Porsche 959  a ser o carro de produção mais rápido da época (317km/h). Mas as corridas de 24h não eram suficientes para testar o carro, a Porsche precisava e queria mais. A embreagem dupla foi introduzida para o seu maior teste, que levou ao sucesso do câmbio PDK. Em 1985, um Porsche 959 super reforçado foi enviado para a corrida mais perigosa do mundo pilotado por Jack Ickx. Em 1984 o carro acabou quebrando a suspensão após um erro de estratégia e rota, gerando grande frustração. Corrigindo os erros do passado em 1986 a história foi outra. Porshe 959 faturou os dois primeiros lugares do Rally Paris-Dakar. Assim, a Porsche pôde comemorar mais uma vez a vitória de sua engenharia à frente do tempo.

Com os maiores avanços tecnológicos da época, o Porsche 959 faturou o Rally Paris-Dakar de 1986

Porsche 961, vida curta

Em 1985 foi preparado, com base no Porsche 959, o Porsche 961. Pensado para correr pelo grupo B do Word Endurance Championship com seu flat 6 2.8 L biturbo de 680cv. Mesmo sendo o carro mais rápido da classe e de algumas classes acima, ele só correu 3 corridas. Na pista francesa acabou 47 voltas atrás do campeão Porsche 962. Após isso, o único protótipo foi enviado para os Estados Unidos para correr na IMSA, mas sem resultados expressivos. A Porsche continuou a desenvolver o 961 tentou classificá-lo em 1987 no WEC, chegando em décimo primeiro lugar. Com problemas na caixa de marchas, após LeMans o projeto foi cancelado.

O Porsche 961 foi criado para disputar o grupo B de Sportescars, mas o mesmo foi cancelado antes da Porsche colher seus louros.

Porsche 962, conquistando a América

Como o Porsche 956 não atendia ao regulamento da  IMSA (International Motor Sport Association), o campeonato norte americano de turismo, pelo piloto ter os pés à frente do eixo dianteiro, foi desenvolvido o Porsche 962. A Porsche não poderia deixar a peteca cair, já que o Porsche 935 tinha arrematado todos os títulos entre 1980 e 1983 e em 1984. Um motor Porsche equipando o inglês March 83, ganhou o campeonato. Criado para ser o substituto do Porsche 956 na classe C, o Porsche 962 conviveu com ele durante alguns anos ainda, mas não foi superado. O carro teve um aumento no entre-eixos, usou 3 motores diferentes, todos advindos do Porsche 935. São o 2.8L de 689 cv 3.0 de 790cv e o 3.2 de 710cv flat-6 com injeção eletrônica e bloco de alumínio. O motor 3.0L alcançou em Le Mans os 391 km/h. Foram 2 (1985 e 1986) campeonatos no grupo C do então  World Endurance Championship, substituto do Sporscars championship. Após essa data surgiram o Jaguar e a Sauber que se mostraram concorrentes de peso. Ao se tratar de IMSA (International Motor Sport Association), o Porsche 962 ganhou com louvor em 1985, 1986, 1987, 1989 e 1991.

Versão de rua

O Porsche 962 tem seu lugar escrito na história do automobilismo. Inclusive a Koenig (não confundir com Koenigsegg), uma preparadora alemã que se atreve a aumentar a potência de carros superesportivos. Koenig fez a versão C62 de rua do 962 em 1991, que foi durante muito tempo o carro de rua mais rápido do mundo com seus 811cv e 378 km/h de máxima.

Uma lenda nas pistas que ganhou sequencialmente nos Estados Unidos e Europa, o Porsche 962 é mais um supercarro a ser lembrado

Os Anos 80 foram da Porsche, a marca de supercarros mais icônica do mundo! A supremacia dos alemães de Stuttgart nas competições que disputou vão construindo a imagem que temos hoje. Não perca a Parte 6 da nossa linha do tempo. E não esqueça de passar na Avantgarde para conferir o que a Porsche trouxe com toda essa tecnologia!

Você pode gostar também

AMG CLA 45 o número 1 nos rankings
8 de Fevereiro de 2018

Leave your comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Precisando de uma ajuda para escolher um veiculo?

Entre em contato