As grandes preparadoras de supercarros do mundo | AvantGarde

Para garantir uma experiência incrível, aconselhamos o uso de um navegador mais recente para acessar o nosso site.

Faça o download do Google Chrome

As grandes preparadoras de supercarros do mundo

Ao colocar as “mãos na massa”, ou na graxa, podemos ter carros com preparações incríveis. Mas, e quando uma equipe de engenharia se profissionaliza nas personalizações? Conheçam as mais famosas preparadoras, capazes de proezas inimagináveis.

Shelby American, o ícone entre as preparadoras americanas

Carrol Shelby foi uma lenda por onde passou. O primeiro norte-americano a ganhar as 24 horas de Le Mans e o pai dos indefectíveis Shelby Cobra, Shelby Daytona e Mustang Shelby. Entretanto, foi capaz na década de 50, de transformar um pequeno e ultrapassado conversível inglês num dos mais desejados carros de todos os tempos. O Shelby Cobra foi preparado com um motor Ford V8 427 de alumínio e venceu tudo que um carro poderia vencer na sua época. Bateu inclusive as Ferrari, com prazer, pois tinha rixa pessoal de Carrol com o Comendatore Enzo Ferrari. Falar de Shelby é falar de esportividade, a Shelby Cars, se transformou em Shelby international e hoje figura-se como Shelby American, uma das maiores preparadoras do mundo. Além de figurar como oficial da Ford, ela produz peças para fervilhar potência em várias marcas. Um tostão disso? Veja o Mustang Shelby GT 500 que tivemos na AvantGarde.

Oettinger, do histórico Fusca ao TSI

Fundada pelo alemão Michael Öttinger em 1951, a Oettinger (que mudou a grafia para tornar mais fácil a escrita e pronúncia em outros idiomas) já se chamou OKRASA.  Lembra do nome? Sendo assim, produzia os famosos kits para o Fusca, que transformavam o besouro em um verdadeiro demônio. Os kits eram conhecidos como TS-1200 e TSV-1300/30. O primeiro consistia em novos cabeçotes (mais baixos para aumentar a taxa de compressão de 6:1 para 7,5:1) e um par de carburadores Solex 32PBIC, até mesmo os usados no Porsche 356 na época; além de opcionais como filtro de ar Fram e radiador de óleo, este desenvolvido pela própria Okrasa. Sua especialidade hoje é o motor TSI da Volks. Nas versões mais potentes, o 2.0 turbo passa a entregar 400 cv graças a um turbocompressor maior, uma reprogramação na ECU e à troca de alguns componentes internos. No Brasil, a Oettinger oferece um pacote que aumenta a potência do motor 1.4 TSI, do Golf de 140 cv para 170 cv. Um outro para o Jetta, que eleva a potência do 2.0 TSI de 211 cv para 250 cv.

A Oettinger se destacava entre as preparadoras alemãs por fazer kits para o saudoso VW Fusca. Os kits ficaram famosos no Brasil nas décadas de 70 e 80.

Brabus insanidade alemã entre as preparadoras

Um jovem filho do dono de uma concessionária Mercedes-Benz em Bottrop, oeste da Alemanham deixava seu pai chateado década de 1970. Bodo Buschmann era apaixonado pela Porsche, enquanto ajudava o pai, ele estacionava na frente da concessionária o seu  911. Um dia o pai deu o ultimato, só poderia estacionar na frente da concessionária um Mercedes. Insatisfeito com os carros tradicionais da marca da estrela de três pontas, Bodo se juntou com um amigo e criaram a Brabus. Sendo assim comprou um Mercedes-Benz e decidiu modificá-lo, pois achava o W116 — primeira geração do Classe S e topo de linha da marca — careta demais. E pior: era mais lento que o 911. Suas modificações fizeram tanto sucesso, na oficina que ficava ao lado da concessionária de seu pai, que hoje a Brabus é conhecida por ser uma das preparadoras mais insanas do mercado. O primeiro grande sucesso da Brabus foi a geração seguinte do Classe S, a W126. Com um VV12 de seis litros e 300 cv a 5.000 rpm e 46,4 mkgf de torque a 3.750 rpm, o carro chegava aos 100 km/h em 6,8 segundos. Hoje, até o caminhão Unimog já foi modificado pela Brabus.

A Brabus conseguiu fazer uma versão especial para o famigerado Mercedes Unimog. Não é a toa que figura entre as preparadoras mais insanas.

Koenig, respeito por quem melhora o perfeito

Apesar do nome parecido, a Koenig não tem nenhuma ligação com a sueca Koenigsegg. Mas mesmo assim ela transforma supercarros em hipercarros! Imaginem uma preparadora que aumenta a potência de Ferraris e Porsches. Isso mesmo, o primeiro kit da Koenig foi disponibilizado para a Ferrari 365 GT4 BB. Já dotada de um flat-12 de 4.4 litros e 344 cv. Mas quando modificou a icônica Ferrari Testarossa, os alemães da Koenig foram reconhecidos como notáveis. Um kit aerodinâmico exagerado, mais dois turbos em seu flat-12. O motor de 4.9 litros de 396 cv e 49,9 mkgf de torque, passou a entregar 700 cv e 70,3 mkgf de torque. Também não foram esquecidas, outras melhorias: novo sistema de escape, sistemas de lubrificação e arrefecimento otimizados, um par de intercoolers e sistema de injeção retrabalhado. Para quem achasse poucos os 700 cv , ainda era possível optar pelo kit Evolution que, com mais pressão nos turbos, elevava a 1.000 cv e 95,8 mkgf. Hoje em dia, a companhia se foca em reprogramações de ECU e sistemas de escape feito sob medida para carros de diversas marcas. Mas impossível falar de preparadoras nos anos 1980 sem lembrar da Koenig.

A Koenig é uma das poucas preparadoras do mundo que se dá ao luxo de fazer alterações de respeito em Ferraris como nessa Testarossa, carro chefe da marca na década de 80.

Alpina, menina dos olhos da Bavária

A BMW tem a divisão M, entretanto, desde 1983 a Alpina mantém uma parceria com a marca. Inicialmente voltada para as pistas, a Alpina começou a fazer modificações de chassi e motores com a aprovação da BMW. Assim se tornando uma das preparadoras mais famosas da Europa. Uma de suas criações, o B3 biturbo foi criado sobre um 335i. A potência do motor 3.0 seis cilindros de 306 cv subiu para 410 cv com a adição de um segundo turbo. Com câmbio automático de oito marchas, faz de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos e atinge a máxima de 305 km/h. No 335i original, a aceleração até os 100 km/h ocorre em 5,5 segundo e a máxima é de 250 km/h.

A clássica Alpina B3 Biturbo que fez a BMW olhar diferente e escolher a Alpina entre várias preparadoras alemãs para ser uma “oficializada”.

Hennessey Performance, insanidade entre as preparadoras

John Hennessey construiu no Texas uma das preparadoras mais insanas dos Estados Unidos. Obcecado por potência, podendo assim, extrair o máximo dos carros que passam por suas mãos. Criador do Venom GT, um carro com base Lotus com recorde de mais veloz do mundo. Possui nos fundos da sua fábrica uma drag strip, longa reta, perfeita para medir as melhorias das suas criações. Hennessey não esconde a preferência pela arrancada e prova que os seus carros são os melhores para chegar aos 100 km/h. Isto não significa, porém, que os carros não recebam upgrades na suspensão, nos pneus e freios, além de novos dispositivos aerodinâmicos e emblemas personalizados. A maioria dos modelos preparados é americana. Dodge Viper, Ford GT, Ferrari 458 Italia, Cadillac CTS-V coupe ou perua. Até mesmo um tranquilo Cadillac CTS-V Wagon, com pacote HPE1200a biturbo, que faz o V8 7.0 a entregar 1.242 cv e 153 mkgf de torque. O carro acelera de 0 até os 100 km/h em 2,9 segundos!

A Henessey lançou-se no mercado de preparação norte americano e conquistou público em todo o mundo entre as preparadoras. Sua versão da Lotus recebeu o nome de Venom, o carro mais rápido do mundo.

Escola de Preparação

Essa é novidade, a Hennessey mantém funcionando junto à oficina, uma escola de preparação. A Tuner School, apresenta aos alunos os macetes de preparação usados por John Hennessey. Seu programa de 14 semanas custa US$ 15 mil para que o aluno aprenda a transformar carros da forma animal que o preparador faz. Com esta estrutura e técnica, não nos surpreenderemos nem um pouco em ver o Venom F5, com seus 1.400 cv, chegar aos 460 km/h, como prometido.

Jotech Tuning

A Jotech Racing é uma empresa de Tuning americana estabelecida em 1994. Famosa entre as preparadoras especializadas em carros “importados” para os EUA. Nomeia seus kits com nome de Stage 0 a 9 onde, faz diversos tipos de modificações. Até mesmo Kits brutais, capazes de fazer as máquinas, como resultado, chegarem aos 1900 Hp.Desde aumento de cilindradas, inclusive troca de pistões por forjados, turbo, supercharger, reprogramação de chips. A vantagem de instalar controladores eletrônicos de mistura e toda a tecnologia possível para extrair o máximo das máquinas. Os diversos níveis de preparação disponíveis dão liberdade de para personalização total. Mesmo com kits prontos, nenhum carro fica igual a outro, mas todos com preparação animal! Um exemplar de Nissan GT-R com preparação Jotech Stage 6 está disponível na AvantGarde, mas isso é assunto para o próximo post.

O kit Stage 6 da Jotech instalado o Nissan GT-R pode ser visto na AvantGarde. Nossa máquina conta com nada menos que 1200 cv de pura emoção.